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sábado, janeiro 06, 2007

Carta Pastoral 2006/2007 (4.2)

4.2. Acompanhamento vocacional em cada idade



É preciso animar e acompanhar vocacionalmente cada idade, desde o começo da iniciação cristã até aos anos da juventude madura, através de vários itinerários. Em primeiro lugar, os itinerários da fé. Os caminhos da pastoral vocacional são, antes de mais, os do crescimento da fé e dos seus dinamismos. Como nos adverte João Paulo II “o convite de Jesus, “vinde e vede” (Jo 1, 39) permanece, ainda hoje, a regra de ouro da pastoral vocacional. Trata-se de apresentar o fascínio da Pessoa do Senhor Jesus e a beleza do dom de si à causa do Evangelho” (VC 64). Neste aspecto há que investir energias precisas no itinerário da catequese oferecendo uma leitura vocacional da vida. Também a idade do crisma poderia ser, precisamente, a “idade da vocação” para a descoberta e o testemunho do dom recebido e das diversas vocações, proporcionando aos crismandos o encontro com homens e mulheres crentes que vivem com coragem e alegria a sua vocação.

Neste percurso de animação e acompanhamento inserem-se, eficazmente, os itinerários vocacionais específicos para grupos de jovens, rapazes e raparigas, que querem fazer uma reflexão séria e pessoal em ordem ao discernimento da sua opção e projecto de vida. Trata-se dum caminho programado para um ano, com um encontro mensal de um dia ou fim-de-semana de reflexão, oração e partilha.

Temos ainda o “pré-seminário” ou “seminário em família”, como itinerário vocacional específico de acompanhamento, orientação e discernimento para os que se propõem entrar para o Seminário Maior em ordem ao sacerdócio.

Menciono ainda os retiros ou exercícios espirituais que são momentos especiais de graça para que a fé seja personalizada, interiorizada e vivida como apelo, chamamento de Deus.

Em todos estes percursos é de fundamental importância a chamada direcção ou orientação espiritual. É uma forma privilegiada de acompanhamento personalizado e de discernimento vocacional. De facto, cada pessoa e cada vocação é única, tem uma história singular e problemas e interrogações próprias, que ela precisa de conferir com alguém adulto na fé, para um discernimento sério e maduro.

Como podemos ver – e é já um dado adquirido – uma escolha vocacional não amadurece, em regra, através de experiências episódicas de fé, mas através de um mais ou menos longo e paciente caminho espiritual.

1 comentário:

Ana disse...

«De facto, cada pessoa e cada vocação é única, tem uma história singular e problemas e interrogações próprias, que ela precisa de conferir com alguém adulto na fé, para um discernimento sério e maduro.»


Sem nada mais a acrescentar (a não ser que acho estas ideias maravilhosas!)
BJS