Bem vindo a este espaço de bem...

Se amas a Deus e ao próximo, se gostas de saber/discutir pontos de vista, se gostas de reflexões... Este é o teu espaço... Boa visita...

terça-feira, maio 19, 2009

A beleza do painel da Igreja da Santíssima Trindade (Fátima)

Hoje apeteceu-me deixar por aqui um pouco do painel da Igreja da Santíssima Trindade!
Estou a fazer um pequeno estudo sobre este belíssimo painel, e como sinto que hoje começo a conseguir avançar um pouco mais no estudo, senti-me inspirada para colocar aqui um pouco do "delicioso" painel.. ;)

Assim vos deixo, focando o lado direito deste pedacinho do painel.
Maria, acolhendo os pastorinhos, acolhendo aqueles que crêem em Jesus e na Palavra.


Nossa Senhora de Fátima!
Rogai por nós!

sexta-feira, maio 01, 2009

Beato Francisco, Patrono dos Acólitos de Portugal

Hoje, dia 1 de Maio de 2009, decorreu mais uma Peregrinação Nacional de Acólitos a Fátima.
Este ano, estiveram reunidos mais de 4500 acólitos, e para além desses, ainda os familiares e outros acompanhantes.

O programa foi diferente, e inovador em relação aos anos anteriores. Pelas 10h, reuniram-se os acólitos no Centro Pastoral Paulo VI, onde tivemos a oportunidade de estar todos juntos em festa, na companhia da cantora Claudine Pinheiro e sua equipa. Neste tempo, ainda foram feitas as apresentações das Dioceses (que haviam sido enviadas previamente).

Este encontro conteve algo de muito especial, e devemos sentir-nos orgulhosos por podermos ter estado presentes neste encontro, pela terceira vez enquanto grupo.
Como estava a ser relado, este ano houve um acontecimento especial.. Durante a Eucaristia, D. Anacleto Oliveira (Bispo Auxiliar de Lisboa e Presidente da Comissão Episcopal de Liturgia), que presidia à Celebração, declarou e proclamou que o Beato Francisco Marto, por adorar "Jesus escondido" na Eucaristia, que será proclamado Padroeiro dos Acólitos Portugueses.

É uma alegria para todos ter o Beato Francisco como nosso Patrono dos Acólitos.
Celebramos este ano os 100 anos de nascimento de Francisco Marto, e tê-lo como nosso Patrono, é uma grande honra e alegria, e uma grande homenagem e reconhecimento à sua pessoa.


Beato Francisco Marto!
Rogai por nós!

quarta-feira, abril 29, 2009

Hino à Caridade (1Cor 13)

S. Paulo, na Primeira Carta aos Corintios, escreve-lhes o conhecido Hino à Caridade.
A forma como ele expressa a Caridade é magnífica!

Mas afinal, o que é a Caridade?
Caridade não é só dar a esmola ao pobre que não tem dinheiro.. É ainda mais que isso.. É amar aquele que precisa! É amar, ajudar... É um conjunto de boas acções que podemos e devemos fazer uns pelos outros.
Vamos ser pessoas de verdadeira Caridade!


Por agora, o meu gesto de Caridade, é mesmo partilhar o que nos diz S. Paulo.

Ainda que eu fale a língua dos anjos e dos homens,

Se não tiver caridade, sou como o bronze que ressoa

Ou como o címbalo que tine.

Ainda que eu tenha o dom da profecia

E conheça todos os mistérios e toda a ciência,

Ainda que possua a fé em plenitude,

A ponto de transportar montanhas,

Se não tiver caridade, nada sou.

Ainda que distribua todos os meus bens em esmolas

E entregue o meu corpo a fim de ser queimado,

Se não tiver caridade, de nada me aproveita.

A caridade é paciente,

A caridade é benigna, não é invejosa;

A caridade não se ufana, não se ensoberbece,

Não é inconveniente, não procura o seu interesse,

Não se irrita, não suspeita mal,

Não se alegra com a justiça, mas rejubila com a verdade.

Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

A caridade nunca acabará.

As profecias desaparecerão,

As línguas cessarão e a ciência findará,

Porque a nossa ciência é imperfeita.

Mas quando vier o que é perfeito,

O que é imperfeito será abolido.

No tempo em que eu era criança,

Falava como criança, raciocinava como criança;

Mas, quando me tornei homem,

Eliminei as coisas de criança.

Hoje vemos, como por um espelho,

De maneira confusa,

Mas então veremos face a face.

Hoje conheço de maneira imperfeita:

Então, conhecerei exactamente,

Como também sou conhecido.

Agora subsistem estas três:

a fé, a esperança e a caridade;

Mas a maior delas é a caridade.

(São Paulo, 1ª Carta aos Coríntios,13)

terça-feira, abril 28, 2009

História e Teologia das Religiões

Amigos!

Hoje estive a analisar melhor um mapa que o meu Professor da cadeira de História e Teologia das Religiões, que é também o Director da Faculdade, Peter Stilwell, colocou no sítio das disciplina.

Penso que é do interesse de todos este mapa, por isso, decidi coloca-lo aqui, para que todos possam ver o nascimentos grandes Religiões do mundo, situando o ano e o local do nascimento.


Bom proveito!



Caso não consiga ver o mapa, veja aqui.

segunda-feira, abril 27, 2009

46ª Semana das Vocações

Amigos!

Ao longo desta semana, entre 26 de Abril e 3 de Maio, tem lugar a semana das Vocações, cujo tema é: "Sei em quem pus a minha confiança" (2Tim 1, 12).

O que é a Vocação?
É um dom que Deus nos dá, e que cada um de nós precisa de olhar bem dentro de si, e saber qual é o dom, o carisma, a vocação que Deus lhe deu. Todos nós temos dons e Vocação para muitas coisas. É só preciso para e dizer como Samuel e S. Paulo disseram: "Senhor, que queres que eu faça?"


Neste Tempo em que celebramos Jesus Ressuscitado, e sabemos que a nossa grande Vocação é seguir Cristo, rezemos a oração que se segue, que é a oração da 46ª Semana das Vocações, e façamos com que Cristo Ressuscite verdadeiramente nos nossos corações, e que nos mostre o nosso caminho, a nossa Vocação!



Oração da Semana das Vocações
DAI-NOS ROSTOS CLAROS

Pai, Senhor do Universo e da História,
nós sabemos que as vocações são um dom do vosso amor,
fruto da vossa iniciativa, chamamento que fazeis a cada um, para viver uma existência plena de amor e liberdade.
Escutai hoje esta oração que vos pede especialmente
aqueles operários que se dediquem às grandes messes da humanidade inquieta, que façam ouvir o Evangelho aos que não se sentem amados,
que andam perdidos e desorientados.
Mandai-nos apóstolos de coração puro, testemunhos santos.
Rostos claros de pessoas felizes porque escolhem o máximo, arriscam tudo e recebem cem vezes mais.
Não Vos importa que nos faltem mestres de caridade e paciência?
Apóstolos que digam aos jovens que há uma beleza indestrutível no mais fundo de si, misteriosa e luminosa, que nada nem ninguém pode ofuscar?
Operários que os ajudem a sintonizar a voz bela e verdadeira do Bom Pastor que os chama porque os ama?
Que os vossos operários transmitam confiança e serenidade, sejam sinais de esperança do Reino que virá.
Escutai com bondade, ó Pai, estes pedidos que Vos fazemos com fé,
cumprindo as indicações de Jesus, Vosso Filho e nosso Irmão.
Amem

quinta-feira, março 12, 2009

O papel do Leigo na Igreja

Amigos!


Há já muito tempo que não escrevo aqui...
Segundo ano da faculdade, o trabalho aumenta... Há mais responsabilidades em tudo.. Porque a idade também trás sempre mais responsabilidade... ;)

Gostaria de partilhar convosco um momento que foi especial para mim!
Veio de forma inesperada, mas foi uma experiência boa e gratificante.

Deixo-vos aqui o link para o site "Magia da Vida", da rubrica das quartas-feiras do Programa Ecclesia. Mais especificamente, deixo o link directo para o programa em que participei...




Espero que o pequeno testemunho possa servir de um "passa a Palavra" de Deus.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Jovens e a Crise de Fé

Muitos sentem dificuldade em manter a sua Fé em determinadas etapas da vida, especialmente no tempo de Universidade, pois deparam-se com um grande grupo de outros jovens que não acreditam em Deus, e que fazem pouco daqueles que acreditam, pois pensam que os Católicos acreditam em Algo ou Alguém que não existe.


Educar para a Fé

A educação é necessária em todos os campos. Como tal, a Fé não escapa, pois também precisa ser educada.

Ao contrário do que muitos possam pensar, a educação para a Fé não se aprende só na catequese ou na Missa. De que vale mandar uma criança ou um jovem à catequese e à Missa, se em casa os próprios pais não sensibilizam à prática religiosa? Esta questão serve para mostrar que a educação começa verdadeiramente no seio familiar. Deus está na família, e como tal, é da família que tem que nascer este Amor a Deus e à Igreja de Cristo.

Se os pais não incutirem aos filhos, desde cedo, os valores da Igreja, será muito difícil, quando jovens, “converterem-nos” a Cristo.


Porque abandonam alguns a Fé?

Nos dias de hoje um dos grandes problemas é a vergonha que alguns jovens sentem em dizer que vão à Missa, que acreditam em Deus, e tudo o que diz respeito à Igreja. É por vergonha que, especialmente no Secundário e na Universidade, muitos deixam de frequentar a Igreja. Isto acontece porque, ir à Igreja, na linguagem juvenil, não é fixe, não dá estilo.

Como uma grande percentagem de jovens deixa de frequentar a Igreja e a catequese após o Crisma, embora aconteça também durante o percurso catequético, estes passam a viver somente das coisas momentâneas e visíveis, rejeitando Deus, que é eterno. Pelo facto de ter mencionado que muitos jovens só acreditam naquilo que vêem, relembro S. Tomé, que também ele duvidava da Ressurreição de Cristo, acreditando só quando O viu (Jo 20, 25-28).


Despertar para a Fé

Há pouco falei na dificuldade de se voltar para a Fé se os pais não ajudarem nesse percurso. Quero acrescentar que, em alguns casos, esse não é o “fim de Deus” na vida de um jovem, pois estamos sempre a tempo de despertar para a Fé.

Pode acontecer com alguns jovens aquilo que aconteceu com Sto. Agostinho. Este sentia-se inquieto, ou seja, procurava a Verdade, mas não sabia que essa era Deus. Diante de Vós estava o meu desejo, mas a luz dos vossos olhos não estava em mim (Slm 38, 9-11). Assim acontece com muitos jovens, que durante muitos anos procuram o verdadeiro Ser, mas que nunca pensaram ser Deus.


Fazendo um balanço daquilo que foi dito, resta-me citar aquilo que diz a Sagrada Escritura, e as palavras de Sto. Agostinho.

Para aqueles que reconhecem viver no Amor de Deus: Felizes aqueles que acreditaram sem terem visto (Jo 20, 29). E para os que se sentem perdidos, ou que precisam de força para continuar na procura da Verdade ou para continuar a confirmar a sua fé, aqui ficam as palavras de Sto. Agostinho: Procurar-Vos-ei, para que a minha alma viva. O meu corpo vive da minha alma e esta vive de Vós (Confissões 10, 20).



Joana Veigas


in Mundo Rural, Página Jovem,
Novembro de 2008

Caminhando com S. Paulo - Ano Paulino

Ano Paulino


A 28 de Junho de 2007, o Papa Bento XVI anunciou a celebração do ano jubilar dedicado a São Paulo (Apóstolo). Deste modo, o Ano Paulino teve início no passado dia 28 de Junho e terá o seu término a 29 de Junho de 2009. O Jubileu dedicado a S. Paulo vem por ocasião dos dois mil anos do seu nascimento. Será uma boa forma de conhecer este grande Apóstolo de Cristo, o chamado Apóstolo das Gentes.



Vida de S. Paulo


O Apóstolo era judeu, nascido em Tarso (na Cilícia), e chamava-se Saulo. Foi para Jerusalém quando ainda era jovem, para que pudesse aprender a doutrina das leis e das tradições. Fez grandes progressos nos estudos, sendo um dos mais zelosos partidários da lei, e sendo também um dos maiores perseguidores da Igreja. Pediu a morte de S. Estêvão (primeiro mártir), seguindo-se a grande perseguição contra a Igreja em Jerusalém, satisfazendo o ódio que Saulo tinha aos discípulos de Cristo.

Apresentou-se ao conselho e pediu mandatos para invadir as sinagogas, para que pudesse actuar contra os cristãos, para terminar, se possível com a Igreja acabada de nascer. Perto da cidade viu descer uma luz sobre ele, rodeando-o a ele e a quem o acompanhava. Saulo escutou uma voz dizendo: Saulo, Saulo, porque me persegues? Comoveu-se e perguntou: Quem sois vós, Senhor? Cristo respondeu que era quem ele (Saulo) perseguia. Ao ouvir estas palavras exclamou: Senhor, que quereis que faça? Jesus disse-lhe para entrar na cidade, e que lá lhe diriam o que fazer. Só Saulo O via distintamente, ficando três dias sem ver, comer e beber (Actos 9, 3-9).

Deus enviou-lhe um discípulo, de nome Ananias. Este deu a vista a Saulo, instituiu-o e deu-lhe o Baptismo. Assim se converteu, passando do maior perseguidor de Jesus Cristo ao seu apóstolo mais fervoroso – pregando e demonstrando a divindade de Jesus. Os doutores da lei perderam a esperança de lhe conseguir resistir, então, optaram por o tirar do caminho, mas os fiéis livraram-no da morte, baixando-o da muralha num cesto.

Apareceu-lhe Cristo, dando-lhe a missão de pregar o Evangelho. Começam aqui as viagens de São Paulo.



Viagens de S. Paulo


Foram três as chamadas viagens de S. Paulo. Estas que tratamos, são as chamadas viagens missionárias. Paulo atravessou parte da Ásia Menor (actual Turquia), parte da Síria e da Arábia (actual Jordânia) até Jerusalém. Seguidamente, segue para a Europa, indo à Grécia e a Roma.

Na sua primeira viagem, Paulo e Barnabé, caminhando de Antioquia a Chipre e ao sul da Anatólia (Perge, Antioquia de Psídia, Icônio, Listra e Derbe), anunciando a Boa Nova da ressurreição e salvação de Jesus Cristo. Geravam assim comunidades. Nesta fase, dá-se uma divisão dos judeus, e por isso, Paulo fala aos pagãos.

Na segunda viagem, Paulo é acompanhado por Silas, tendo como objectivo, primeiramente, encontrar as comunidades que fundou em Anatólia. Neste caminho encontraram Timóteo, que os acompanha na viagem. Chegam à Grécia, e Paulo funda Igrejas em: Filipos, Tessalónica, Beréia, Atenas e Corinto. Regressa a Antioquia, passando por Éfeso e Cesareia.

Na sua última viagem missionária, Paulo revê as Igrejas que fundou na Anatólia e na Grécia, sendo acompanhado por Timóteo e Tito. Volta a embarcar, dirigindo-se para Tiro, Cesareia e Jerusalém. Nesta última cidade, é preso.

Uma outra viagem realizada por Paulo foi a ida para Roma. Esta não era uma viagem missionária, pois já se encontrava como prisioneiro, mas mesmo assim, não pára a sua actividade evangelizadora.



S. Paulo na Sagrada Escritura


Para que se possa entender S. Paulo, é preciso ter em conta os Actos dos Apóstolos, pois é este que ajudará a perceber as Cartas escritas por S. Paulo. É também neste Livro que pode ser encontrado o caminho pessoal que S. Paulo faz (relata o que foi apresentado no ponto Vida de S. Paulo). Se não tivermos presente o Livro dos Actos dos Apóstolos tornar-se-á mais difícil entender as suas Cartas.

Temos 14 cartas de S. Paulo, nas quais podemos dizer que está toda a Doutrina Cristã. Estas podem ser divididas em três grupos. Primeiramente, as Cartas protopaulinas (escritas directamente por S. Paulo) são: Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Filipenses, 1 Tessalonicenses, Filémon. No segundo grupo, inserem-se as Cartas deuteropaulinas (atribuídas a Paulo, mas possivelmente escritas após a sua morte pelos seus discípulos), sendo elas: Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses. No último grupo, estão as Cartas pastorais (escritas a pastores ou dirigentes das comunidades cristãs): 1 Timótio, 2 Timóteo, Tito (que também pode ser inserido nas cartas deuteropaulinas).

Como se pode constatar perante as Cartas, S. Paulo é o autor que mais lemos na Bíblia. Foi um dos maiores seguidores de Cristo, sendo chamado, por muitos, de 13º Apóstolo.



Retratos de Paulo


Os possíveis retratos de Paulo são feitos através das Cartas. Nas protopaulinas, o retrato que mais se destaca é Paulo escritor e teólogo.

Já nos Actos dos Apóstolos, escritos pelo Evangelista S. Lucas, Paulo é apresentado como um missionário preocupado com a abertura do Evangelho à cultura helenista (grega).

Penso que será mais importante destacar Paulo enquanto teólogo. Na realidade, Paulo não escreveu nenhum tratado teológico, não sendo considerado um teólogo como os de hoje.

S. Paulo não teve como primeira intenção fazer Teologia, pois tinha como preocupação primeira, formar em torno de Cristo um povo novo, ou seja, que tivesse uma consciência modificada da sua relação com Deus e entre o próprio povo. Ao longo dos escritos paulinos constata-se a enorme preocupação de Paulo em criar comunidades e em mantê-las animadas, motivadas. Fazia sempre este exercício pessoalmente, somente quando não era possível é que enviava cartas (tratando de problemas específicos, tendo por base princípios e convicções inabaláveis).

As Cartas de Paulo elaboram uma Teologia Paulina, fazendo com que assim, possa ser considerado o primeiro teólogo cristão. Anteriormente já se pensava teologicamente, mas foi Paulo que lhe deu uma dimensão espiritual. Paulo lançou as bases do Cristianismo, partindo das suas convicções firmes e inabaláveis.

Ao longo dos escritos que Paulo deixou, entende-se uma constante coerência de pensamento, distinguindo assim, também, as condições das pessoas (que são variáveis), e de outro lado, os aspectos que são essenciais do projecto a ser construído.

Quando se busca Deus numa realidade concreta, está a fazer-se Teologia. Desta forma, é o que Paulo faz, pois o que faz nas comunidades (que crêem) tem por base a transcendência.

Na época em que Paulo viveu, a Bíblia que existia, era a que possuía os escritos hebraicos, ou seja, o Antigo Testamento. Paulo agarrou-se à interpretação das Escrituras através da fé que possuía em Jesus Cristo.



Viver S. Paulo em ACR


Primeiramente a missão de Paulo é ir pelo mundo anunciar a Boa Nova. Ao fazer este anúncio, tal como podemos constatar nos títulos anteriores, Paulo saiu do seu comodismo e foi partilhar Aquele em que acredita. Verifica-se que Paulo tem a preocupação da partilha entre as Igrejas. Tal como ele, também a Acção Católica Rural deve ter a preocupação de realizar esta mesma partilha entre as Igrejas, ou seja, adaptando aos nossos dias, realizar partilha entre as Paróquias e as Dioceses.

Este ano, com o ano dedicado especialmente a Paulo, somos convidados a participar da missão da Igreja, da missão que Cristo nos deu. Se cada um actuar dentro das suas possibilidades, mas, principalmente das suas capacidades, poderemos contribuir para o Projecto de Deus, mostrando de forma visível a salvação. Para que tal aconteça, devemos ser gente capaz de mostrar no seu olhar a alegria do Evangelho, pois se não formos capazes desta missão, também não seremos capazes de cativar ninguém para seguir Jesus.

Que através de S. Paulo tenhamos a ousadia de mostrar Cristo nas nossas vidas, quer a nível pessoal, quer da ACR, pois desta forma, seremos capazes de viver o Evangelho, e consequentemente, cativar novas caras para seguirem fielmente Cristo Jesus.



Convite para este ano


Para além do Ano Paulino irá realizar-se, em Outubro, o Sínodo dos Bispos, cujo tema será a “Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”. Conjugando os dois grandes temas que se fundem, temos presente um convite para ir à descoberta da Sagrada Escritura. Deixemos que este convite invada os nossos corações, para que assim possamos dizer, tal como S. Paulo disse: Já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim. (Gálatas 2, 20)


Joana Veigas


in Mundo Rural, Novembro de 2008

segunda-feira, novembro 10, 2008

Um testemunho... Para a Semana dos Seminarios..

No contexto da Semana dos Seminários, tive a honra de receber um link de um colega que está agora na Faculdade de Teologia de Lisboa. Este link, leva ao testemunho dele num programa da RTP Madeira.
Deliciem-se com estas palavras inspiradoras, neste início de Semana dos Seminários. :)




Obrigada Pedro!
Força no caminho. Tens aqui uma amiga com que podes contar.. ;)

Oração para a Semana dos Seminários

Durante a semana de 9 a 16 de Novembro tem lugar a semana dos seminários que tem como tema «Quem semeia com generosidade assim colherá». Os semninários são um tempo e lugar de experiência de fé para aqueles que fazem o seu caminho de discernimento vocacional em ordem do sacerdócio e merecem, por isso mesmo, o afecto, oração, comunhão e generosidade de todos.

Ao longo desta semana, rezamos com a Igreja em Portugal:



Deus santo, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Vós criastes o mundo pela vossa primeira e última palavra
e pela primeira e última o salvastes;
lançai no coração dos nossos jovens sementes de amor,
capazes de crescer e de fazer deles agentes do vosso desígnio de salvação.
Vós chamastes profetas para dizer palavras de verdade,
justiça e caridade ao povo que, por amor, escolhestes e reunistes.
Colocai as vossas palavras santas na boca dos nossos jovens
para que nao sejam espectadores passivos
mas actores atentos ao mundo que os rodeia e,
dando-se sem reservas, disponíveis para amar,
encontrem um sentido para a sua vida e deixem a semente germinar.
Vós enviastes a Sabedoria do santo céu, do trono da vossa glória,
e com a vossa voz derrubastes os cedros e abalastes o deserto;
atendei às inquietações dos nossos jovens, aos seus gritos e sussurros,
e despertai neles um amor pela Igreja, vosso templo e corpo do vosso Filho,
para que, sem complexos nem angústias, tenham a coragem e discernimento
para responder com um sim entusiasmado à ternura do vosso abraço.
Senhor Jesus Cristo, Filho de Maria, a serva da Palavra,
Vós semeastes a palavra com abundância para que frutificasse e pelo sangue que
derramastes, sangue que não tinge mas branqueia,
fostes digno de tomar o Livro escrito por dentro e por fora
e de abrir as suas páginas seladas;
derramai o vosso Espírito sobre os nossos seminários e fazei com que,
acolhendo as vossas palavras de vida eterna, sejam centelhas de esperança
e sementes de futuro para a Igreja, no seguimento fiel e generoso da vossa vontade.
Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

quarta-feira, novembro 05, 2008

40 anos da Faculdade de Teologia

Na celebração dos 40 anos da fundação da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, o reitor desta instituição, Manuel Braga da Cruz, sublinhou que esta Faculdade já deu ao mundo um Prémio Nobel da Paz, mas também um “grande contributo para a evangelização da cultura portuguesa”.

Sem o contributo da Faculdade de Teologia ao longo destes 40 anos, a cultura portuguesa “não teria sido seguramente aquilo que foi”. Nesta cerimónia, realizada dia 4 de Novembro, em Lisboa, Manuel Braga da Cruz agradeceu também aos fundadores e primeiros professores e, juntamente com o Director da Faculdade, Peter Stilwell, entregou os diplomas aos alunos de Teologia e Ciências Religiosas. “Congratulamo-nos pelo facto de verificar a presença não apenas de candidatos ao sacerdócio, mas a presença de um número significativo de leigos”

Na presença do cardeal Stanislaw Dziwisz, antigo Secretário de João Paulo II, Manuel Braga da Cruz recordou as palavras do antecessor de Bento XVI: “convidou-nos a articular a fé e a razão” e “a lutar pela descoberta da verdade em todos os domínios”.

Reeleito Reitor da UCP recentemente (14 de Outubro), Manuel Braga da Cruz adianta que desde que está à frente da UCP já foi a nove sagrações episcopais de antigos professores da Faculdade de Teologia.

A Faculdade de Teologia está a vencer o esforço de “convencer os estudantes e opinião pública que a Teologia é uma ciência para todos” e que é “indispensável para o desenvolvimento da Igreja” – concluiu.


in Ecclesia